Descobri algo interessante esse final de semana sobre amizades. Resolvi montar um álbum com fotos de vários amigos, descrevendo um pouco sobre cada um deles. O facebook foi marcando automaticamente as pessoas e eu não vi razão para negar que se marcasse. Então, algo inesperado aconteceu: pessoas que eu desconhecia começaram a comentar e curtir as fotos.
Para você pode até ser óbvio, mas pra mim isso foi novidade. Atrai uma atenção para mim que não é o usual. A quantidade de pessoas que consegui alcançar foi muito grande. Pretendo agora utilizar dessa mesma técnica para alcançar um maior público com o Cafemática.
Uma das coisas mais difíceis é ser avaliado. Pois aí é preciso ignorar todo mundo que fala "vai dar errado", além de aguentar a pressão de gente que você ama falando que vai dar tudo certo. Porque aí, se der errado, as pessoas vão dizer "eu te avisei" por um lado e por outro ficarem desapontadas.
Isso sinceramente não me acalma.
Escolhi focar no caminho do meio e buscar fazer o melhor que consigo. Deus me ajude que o meu melhor seja o suficiente para meus avaliadores.
Gente, eu sou fã da Netflix. Da empresa, da história e, em particular, do marketing. Olhem só que propaganda bem feita!
Todo casal tem uma canção de amor. Joel e Sheila não poderiam ser diferentes. #SantaClaritaDiet pic.twitter.com/KjsDNU5XQR— Netflix (@NetflixBrasil) February 15, 2017
Diante da noite, recosto-me no colchão em meio aos sons noturnos, um leve ruído de pios, latidos e cricrilares. Até que fecho os olhos e ela vem...
De repente é como se eu, com cama, lençol e travesseiro, estivéssemos, ao mesmo tempo, parados e sendo carregados por uma enxurrada de ideias, preocupações e sensações...
Caso se pergunte: "Por que você só não fecha os olhos e dorme?" Peço que se imagine fazendo a mesma pergunta para alguém sobre um colchão sendo arrastado por uma forte enxurrada.
Numa dessas noites estranhas, meu relógio biológico deve ter molhado e está meio desregulado. Venho tentando consertar, mas esse tipo de conserto não é do tipo que se paga alguém para fazer. Preciso consertar eu mesmo. Mas to achando que faltei a todas as aulas de como consertar um relógio biológico que tenha sido estragado por uma enxurrada de pensamentos noturnos...
Mas não vou desistir, quero consertar, vou aprender sozinho, não interessa quantas noites em claro eu precise passar estudando! Porque é urgente aprender isso, assim como é urgente concluir as correções da minha dissertação, como é urgente fazer dieta, malhar, perder peso, trabalhar, ganhar dinheiro, relaxar, tirar férias, arrumar meios de me proteger e proteger a quem amo, agir normalmente, e, óbvio, arrumar meus defeitos todos... Opa! Fui pego de novo pela enxurrada nesse último parágrafo...
Boa noite!
Tentei ser o mais ameno possível, espero não ofender os colegas com os escritos e expor um ponto de vista para que reflitam um pouco a respeito:
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| Pra tanta revolta, haja panela! |
O que o pessoal se esforça de forma sobre-humana para não entender é o significado de bater panela. Vou traduzir pra vocês, é bastante simples, significa o seguinte:
"Não acreditamos nem queremos ouvir mais
uma palavra sequer desse governo corrupto,
hipócrita e descaradamente mentiroso, a não
ser que queriam renunciar."
Acho que bater panela não é o melhor caminho, mas foi uma alternativa que encontraram para se fazerem ouvir e conseguirem transmitir essa mensagem de insatisfação. Por exemplo, na internet, em páginas governamentais que se dizem dispostas a ouvir os cidadãos e discutir ideias, postagens contrárias ao governo costumam ser sumariamente excluídas, por exemplo.
O melhor caminho, a meu ver, será quando as eleições voltarem a ser impressas e puderem ser auditadas publicamente (não apurada numa cúpula fechada em uma salinha escondida). Daí sim, penso, teremos uma eleição de verdade novamente e as coisas se resolverão de forma verdadeiramente democrática nas urnas.
Se realmente quiserem que tudo continue como está, é o que teremos. Quiçá reelegendo o Lula até seu fim ou lhe entregando o cargo de uma vez, de forma vitalícia. Fazer o que?
Respeitemos a maioria, é o que penso, mas apenas quando pudermos acreditar novamente que é realmente esse o desejo dessa maioria que está sendo posto em prática. Até lá, golpe para mim é um governo mentiroso com menos de 10% de aprovação popular insistir em se perpetuar no poder.
Existe uma página no facebook chamada Coisa Velha. Nela desafiaram as pessoas a fazerem a uma sequência de movimentos com as mãos. Resolvi tentar ganhar o desafio fazendo o movimento infinitamente. Vlw, flw.
Leia ouvindo: Final Cry (e veja a tradução dessa música. )
Só ligava no telefone dela dizendo: "Se cuida". Por muito tempo ela me ouviu, mas chegou um momento que começou a cair na caixa postal... E depois sequer isso. Ela parou de me atender, cansei de tentar avisar. Ela sabe dos rumos da própria vida. Sabe os caminhos tortuosos e os bons. Não entendo porque escolheu sofrer todos os dias, mas preciso respeitar essa decisão, ela quem escolheu. E toda vez que penso em falar algo me lembro de suas palavras dizendo com raiva: "Ninguém tem nada a ver com a minha vida. Cansei dos outros me dizendo o que fazer." Ela cansou... Ninguém pode fazer nada por ela, nunca puderam. Nem eu, que também faço parte 'dos outros', nunca pude. Apenas ela pode. Mas prefere não ligar. Prefere fingir que não sente nada além da frieza do tereré cortando sua garganta.
Espero que ela fique bem de verdade. Só espero. É o que posso.
Sugestão de Música: Apocalipse Now
A cultura viral tchutchativista nasceu do Tchan de uma égua pocotó, e desde então tem dominado, tá tudo dominado: Televisão, internet, famílias inteiras... Autotrófica, alimenta-se dos excrementos que produz e se alastra exponencialmente por infecção cerebral, atingindo profissionais dos mais diversos ramos. Devido ao baixo nível intelectual necessário para que sobreviva e a facilidade de transmissão, essa cultura cancerígena simbiótica ganhou massa zumbi o suficiente pra se tornar imortal. As pessoas aguardam em vão o aparecimento de seres externamente monstruosos em busca de cérebro, o apocalipse zumbi já começou e você está cercado!
Já é muito difícil assumir riscos quando se sabe o que se tem a ganhar. Imagine-se então correndo riscos por um caminho que não se faz ideia de onde leva. É como correr pelo escuro absoluto, é como se preparar pra pular de um avião sem saber se o paraquedas vai abrir, é como contemplar estrelas se perguntando se elas ainda existem ou se já foram extintas e apenas refletimos sob seu legado: uma luz efêmera, fadada...
E, se o risco envolve duas pessoas, é de bom coração que elas se avisem deles. Assim, se necessário, pára-se de correr no escuro e se deita... Não se pula em queda livre sem medo, acorda-se. Difícil só mesmo é deixar de contemplar a beleza na luz de estrelas que ainda parecem brilhar, mas ao menos se habitua em tempo a inevitabilidade do silencioso fim.
Não aprendi a sentir as coisas pela metade, por isso o risco para mim ainda é sempre muito alto.
O POVO odeia ouvir o quanto é preguiçoso e burro;
O POVO dá tudo que tem pros pastores;
O POVO mata e morre por futebol;
O POVO não gosta de estudar;
O POVO assiste Big Brother;
O POVO acha chato pensar;
O POVO acompanha novelinha;
O POVO ignora o que não é divertido;
O POVO só pensa em beber e curtir a baladinha.
Agora, vai me dizer que os políticos são os únicos responsáveis pela merda que está o país?! Ahhhhhhhh... O POVO brasileiro é HIPÓCRITA, CORRUPTO, IGNORANTE e aceita a massagem no ego que a televisão nos vende: A imagem de povo trabalhador e decente. Óbvio que há pessoas assim, mas estes são as exceções deste país doente!
Enquanto a maioria só se importar com o próprio umbigo, sem olhar ao redor e perceber que as outras pessoas influenciam no ambiente em que vivem, e encher a boca pra dizer: "Não importa os outros", "Cada um deve cuidar apenas da sua vida" entre outras frases clichês, o Brasil vai continuar o LIXO que está... A podridão vai continuar infestando tudo... Porque O POVO é preguiçoso e não liga de fuçar na lama em que vive!
Os políticos são apenas uma parcela desse POVO com poder nas mãos.
Primeiro de Abril é dia dos homens?! Kkkkkkkkk... Ái ái... Como tem mulher patética e hipócrita por aí. A imagem e os escritos acima dizem tudo que eu queria dizer. Abraço!
NOMES DAS PEÇAS
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| Da esquerda para a direita. Peão, Rainha, Rei, Bispo, Cavalo e Torre |
POSICIONAMENTO INICIAL
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| Clique para ampliar |
Note que a rainha branca fica na casa branca e a rainha preta na casa preta (ou marrom, neste caso) e que a casa na primeira linha e primeira coluna é branca.
O OBJETIVO
O objetivo do jogo é o Xeque-Mate, uma jogada que consiste em ameaçar o rei do adversário de modo que não haja saída para ele.
MOVIMENTOS
Peão: Durante o primeiro movimento, cada peão pode se mover duas casas a frente (ou apenas uma, caso o jogador prefira assim). Após ter se movimentado pela primeira vez o peão se move apenas uma casa a frente, não podendo se mover para trás ou para os lados. Porém, na hora de capturar outra peça, o peão apenas captura na diagonal (Não é possível capturar o peão na casa a frente). Caso o peão alcance a última linha do tabuleiro, podemos o promover a um bispo, cavalo, torre ou rainha.
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| Peão atacando |
Torre: A torre se move livremente na linha ou coluna, podendo avançar ou voltar quantas casas desejar sem pular peças.
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| Torres se movem na horizontal e vertical |
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| O Cavalo pode se mover apenas em L |
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| Bispos se movem na diagonal |
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| Rainha, a peça com maior liberdade de movimento |
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| Exemplo de xeque-mate |
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| Se for a vez das brancas, o jogo empatou |
MOVIMENTOS ESPECIAIS
Roque: O Roque é uma jogada onde o rei anda duas casas em direção à torre e a torre passa para a casa ao lado do rei, da direção de onde ele veio. Isso só pode ser feito se o caminho entre ambos estiver livre de outras peças e não estiver sendo ameaçado por peças do adversário. Além disso, o rei e a torre com a qual ele faz o roque não devem ter sido movidos nenhuma vez durante a partida.
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| Roque (longo) |
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| Roque (curto) |
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| En Passant (Passante) |
QUEM TÁ GANHANDO?
Era uma vez um garoto inteligente. Ao menos mais inteligente que os outros garotos do orfanato. Seu nome era Clifreu. Muito talentoso, era o mais belo, o que cantava melhor. Dos órfãos, era o preferido do senhor Sedu, dono e criador do orfanato Norte do Eden.
Clifeu cresceu no Eden e não conhecia nada além dos muros. Era o mais esperto mas, ainda assim, vivia na ignorância porque o senhor Sedu não lhes mostrava muita coisa, bastava seguirem o protocolo: obediência incondicional, e tudo estaria ok. Sedu não os ameaçava, não os educava e os tratava muito bem, lhes dando total atenção, não os deixando passar necessidade alguma e sendo amado e respeitado por cada um.
Muitos anos se passaram, os garotos cresceram em estatura. Clifreu cresceu também em curiosidade. Esse era o seu diferencial. Sua astúcia era consequência de ser observador. Olhava as plantas crescerem, a chuva chegar e sair, a noite e o dia passarem e ao invés de aceitar as histórias que Sedu lhes contava desde que se entendia por garoto, buscava compreender o que o cercava.
"A chuva cai porque quero que ela caia!", dizia Sedu em meio a risadas escandalosas, sentado com seus garotos em círculo, "E os trovões e relâmpagos são o medo que a chuva tem de mim se manifestando!" E todos ouviam atentos. Riam quando Sedu ria e calavam-se quando ele fazia uma voz mais séria ou misteriosa. Como em uma orquestra, onde o contador de história era o maestro, que comandava a natureza e as atitudes de todos que o ouviam.
Era difícil admitir, mas Clifreu estava sendo controlado também, com a diferença de que ele sabia. Mas isso não perduraria por muito mais tempo... Seu motivo de rebeldia não tardou a chegar. Sedu, há alguns meses, sumia de vez em quando do orfanato e aparecia sempre muito contente depois. Numa dessas noites de história contou o que fazia em segredo.
"Estou criando cachorros!"
Os garotos ficaram estupefatos, mais pelo tom de voz que pela palavra desconhecida.
"Cachorros?", arriscou um dos meninos, "O que é um cachorro?"
"São bichinhos felpudos, fiéis, bonitinhos e alegres." Sorria. "Muito parecidos com vocês, exceto a parte de serem felpudos."
"Mostra-nos um deles?", pediu outro garoto, logo tapando a boca, como se a feia curiosidade tivesse escorrido entre seus dentes, fechados agora num sorriso amarelo. Sedu saiu.
Clifreu, que estava a um canto da sala, indignou-se quando Sedu voltou com um monstrinho estranho lambendo seu rosto, abanando o rabo e produzindo um som horrível.
"Isso é igual a nós?!"
Ainda que estranhando seu comportamento, Sedu respondeu gentilmente:
"Não exatamente. Eles são mais frágeis e, portanto, merecem o amor e o carinho de vocês.", virou-se para trás, assobiou e disse. "Venham filhos!" E vários filhotes entraram aos tropeços e latidos, numa corrida desajeitada e contente.
Depois de meia hora os garotos riam e já brincavam, cada um com seu filhote. Exceto Clifreu, visivelmente aborrecido a um canto, remoendo na mente a cena de Sedu chamando os monstrinhos de filhos. O velho e bondoso senhor foi conversar com ele. Não demorou para que Clifreu estivesse aos berros, coisa nunca antes vista no orfanato. Todos os órfãos pararam para olhar a discussão.
"Eles são como as plantas então, crescem?"
"Sim", respondeu Sedu.
"E têm dentes pontudos e não têm inteligência como nós, portanto em algum momento vão morder."
"Possivelmente."
"Pois eles crescerão e morderão a mão que os alimenta Sedu! Livre-se deles enquanto há tempo!"
Foi a última frase que os garotos ouviram Clifreu pronunciar. O velho Sedu não suportava desobediência ou insubordinação, afinal ele nunca errava, não havia porquê o questionar! O que seria do orfanato se não se impusesse à altura nesse caso tão crítico? Um garoto querendo mandar nele, no dono?! Não... Isso não podia ser. Sedu o levou, puxando pela orelha, até uma sala no fundo do orfanato. Clifreu a olhava espantado, nunca a tinha visto. Respirava fundo, recuperando o fôlego e olhando o aspecto horrível do lugar enquanto esperava Sedu encontrar a chave certa para a fechadura.
"A construí ontem. Servirá para você passar um tempo pensando no que fez."
"Mas o que eu fiz para o senhor? Só disse o óbvio! Sabe que vai acontecer!"
"Você quis mandar em mim. Quis ser melhor, é isso o que fez."
"Mas você me deixou ser dessa forma... É culpa minha eu ser o que o senhor permitiu que eu fosse?"
"Sim."
Clifreu respirou fundo e buscou ser o mais racional possível.
"Só não estou ignorando o fato que é bem melhor só a gente aqui!" Parecia desesperado para se fazer compreender, e no fundo sabia que já tinha sido entendido. Mas ainda assim arriscava continuar uma explicação inútil com alguém que não o queria ouvir." Esses bichos que não sabem pensar vão destruir o orfanato. O destruiriam só com cocô, pelos meus cálculos. Só nesse pouco tempo vi três fazendo lá na sala. Encheriam esse orfanato em algumas horas!"
Normalmente Sedu riria dos gracejos do moleque. Mas agora não era o momento para isso. A porta se abriu, o momento de anunciar seu castigo chegou.
O quarto era imenso por dentro, se estendia a perder de vista. A porta, onde estavam prostrados, ficava no alto de um gigantesco precipício, as imensas montanhas do quarto não chegavam nem a metade da altura de onde estavam. E como fez calor depois que Sedu abriu a porta... Lá embaixo parecia quente, com toda a lava e labaredas de fogo brotando do chão. O ponto onde estavam era tão alto que os rios de lava pareciam linhas rubras desenhadas com um graveto no chão.
"Alto não? Eu chamo de Inferno. Significa, 'As Profundezas'." Vendo a palidez de Clifreu, continuou. "Bom, este é um lugar para que sofra torturas eternamente e pense duas vezes antes de me contrariar de novo, Satã!"
"Satã?"
"Significa opositor." E, com um chute no tórax, fez o garoto ingênuo, carente e curioso despencar desfiladeiro abaixo. Por um erro foi condenado ao quarto de seu castigo e tormento eterno. Enquanto caia, olhava com um olhar morto e triste o seu pai trancando a porta do Eden. Uma última lágrima escorreu de seus olhos, mas logo evaporou com o calor. Fim.
Não me incomoda o comodismo das pessoas na fé - na verdade a fé foi feita para ser cômoda mesmo: você acredita, não prova a existência do que acredita e seu direito de crença é amparado por lei - o que incomoda é essa raiva que os fanáticos religiosos sentem ao ouvirem alguém pondo em cheque a lógica-cristã.
Exemplo: Se uma criancinha foi salva de uma doença gravíssima os fiéis: dão Graças a Deus! Mas milhões de criancinhas morrem de fome todos os dias... E certamente se usarmos a mesma lógica e dar graças a Deus, seríamos apedrejados com ódio e violência cristã.
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| Deus não te deu o dom de pensar, duvidar e argumentar só pra te mandar pro inferno |
Por que não dar graças pelas mortes das criancinhas também? Deus permitiu que morressem assim como permitiu que a garotinha fosse salva. Pela lógica-cristã a gente tem a obrigação de agradecer tudo. Ele, Deus, tem seus motivos, somos nada comparado à Inteligência Divina, agradeçamos a Tudo!
Compreenda que não tenho a intenção de ofender sua inteligência, mas te fazer refletir a respeito do seguinte:
Ilógico é tentar encontrar lógica para sua fé!
Simplesmente creia (ou não creia), isso basta. Você não tem a obrigação de ser fanático só porque alguém HUMANO disse que você tem. Você não é obrigado a dar sentido à tudo o que está escrito seja em qual livro for. Proponho que ao invés de deixarmos nosso ego bradar: É ASSIM SIM! DO JEITO QUE ME DISSERAM QUE É A VIDA INTEIRA! E VAI CONTINUAR SENDO! Deixemos o nosso bom senso reinar... Para que tenhamos paz de espírito, basta que façamos o bem, realizemos boas obras, ajudemos quem precisa... Seja pelo motivo que for. Não precisamos carregar uma bandeira escrito 'Igreja Multidimensional dos Vários Universos Paralelos de Deus', façamos o bem pelo bem!
Olha aí, a raiva estava brotando no seu coração. Deus não gosta disso! Reprima essa raiva aí! Engula seu orgulho! O fanatismo religioso só leva à guerras, destruição e inúmeras contradições com a própria crença. O dia que as pessoas conseguirem continuar com suas fés e rir de alguns aspectos de sua religião, os que não fazem sentido algum, sem sentir medo do inferno ou culpa porque sua religião (ou sua igreja ou seu pastor ou seu ego) é intocável e indiscutível ou no dia que simplesmente pararem de sentir raiva de quem argumenta com pontos de vistas diferentes de suas fés cegas quem sabe o mundo se torne um ambiente mais pacífico e mais coerente com a paz que todas as religiões pregam.
Se a primeira coisa que pensou ao ler o título foi: 'Não tenho, não!' Então o texto é em especial pra você. Desconhecemos a identidade do primeiro idiota a juntar essas palavrinhas e começar a criar leis aleatoriamente. Suspeito que o uso do "tem que" faz parte da humanidade desde as eras mais remotas de nossa existência quando, em bandos, urrava-mos para qualquer estranho que adentrasse nosso território.
Esse foi o 'tem que' mais antigo:
Não são exatamente as palavras, mas a forma como são ditas que me incomodam. Quando são um alerta cuidadoso 'Tem que dormir melhor' ou claramente uma sugestão 'Cara, você tem que ver esse filme!' tudo bem, mas as pessoas normalmente usam essas palavras como ordem: 'Você TEM QUE sair mais', nesses momentos dá vontade de ser mal educado: "PORRA! E se eu não quiser?! Não tenho que fazer algo só porque disse que tenho!"
Mas fomos ensinados a ser educados com as pessoas, então simplesmente nos calamos ao ouvir essas ordens vazias: 'tem que dar risada dos problemas, tem que ir pra igreja, tem que gostar de um esporte, tem que assistir mais tv, tem que fazer a tarefinha'. NÃO, NÓS NÃO TEMOS!
O que é imprescindível (ou seja, realmente tem que ser feito):
- Alimentarmo-nos;
- Beber água;
- Fazer cocô e urinar.
Opcional
Existem situações desejáveis, tais como ter uma vida social, sexual e financeira relativamente boas. Para alcançar tais objetivos é necessário fazer por onde. Aí sim o 'tem que' faz sentido, quando há uma condição:
"SE você quiser ser saudável TEM QUE cuidar da sua saúde"
"SE você quiser enriquecer de maneira lícita TEM QUE trabalhar muito"
"SE você quiser passar de ano na escola TEM QUE fazer as tarefinhas"
E qual seu objetivo falando isso tudo Fernando?
Bem como o objetivo de todos os outros textos: Expor o que penso e mudar o mundo. Bom, ao menos meu mundo, o mundo composto pelas pessoas que conheço e que virei a conhecer. Se achou que fui repetitivo é porque compreendeu a idéia desde o início: é chato ouvir o 'TEM QUE' mal empregado! Deveríamos pensar melhor a respeito de quando faz sentido usar essa expressão.
Dica: Leia ouvindo Celtic Circle - Dragon's Breath
Fui aprisionado nas masmorras de meus próprios temores há muito tempo atrás, quando meus sonhos ainda não eram fortes o bastante para suportar o peso do mundo real. Desde então, busco não pisar além das fronteiras de minhas poucas certezas. Nesse vazio solitário nunca soube ao certo o que aconteceria, mas sempre tive a sensasão, que alguns chamam de esperança, de que em algum momento a situação melhoraria e eu sentiria algo melhor do que o frio desolador que há tanto tempo consumia minha mente. Sozinho em meus próprios devaneios, afogado em minhas ilusões tão ideais, perdi a noção do tempo, então não pude precisar o momento em que tudo aconteceu: o dia no qual senti um sopro de força de vontade vindo das trevas - ou talvez fosse só a morte sussurrando palavras doces que não pude compreender.
Arrisquei sair daquele lugar úmido e sombrio. Como cajado usava as palavras que ecoavam pelo túnel negro das incertezas. Busquei acreditar que eram ecos amigáveis e salvadores, pois nada me restava além de crer que só coisas melhores que a desolação eterna me aguardavam ao fim da jornada. Alguns dos sons, frios e cortantes, me assombravam enquanto outros, mansos e graves, acalentavam minha alma e me instigavam a prosseguir caminhando. Nem melhor, nem pior, buscava simplesmente algo novo.
As palavras sussurradas ao longo do tempo ganhavam força e a língua começou a tomar forma em minha mente. Comecei a compreender alguns trechos do que me diziam: "Uma longa jornada começa com um breve passo", "Não há glória sem sofrimento", "Continue, mais forte, melhor, mais resistente, sobreviva, lute, bom...", "A justificativa do seu passo é a possibilidade de um próximo passo", "Se quer paz, prepare-se para a guerra"... Nem todas me encorajavam, mas cheguei à brilhante conclusão que a intenção das vozes não era me dizer coisas bonitas, mas me provocar. Me provocavam a continuar caminhando. E, conforme andava, minhas pernas doíam e cada célula do meu organismo clamava por descanso, mas o ar tornava-se mais puro, meu corpo mais resistente e graças à essa idéia fixa de buscar algo diferente, não desisti. Caminhei durante meses, ou ao menos o que me pareceram meses, aos poucos passou a ser possível discernir lodo de tijolos, ratos de pedras, fé de força de vontade. Finalmente cheguei ao fim do túnel, ele dava para a encosta íngrime de uma montanha cercada por uma imensa floresta.
Meu destino repousava em dúvidas, apesar de eu ter conseguido escapar do túnel negro do medo. Sonho e realidade mesclaram-se num só elemento, o que eliminava a chance de existir qualquer certeza. Restou-me o incerto: Um novo horizonte, repleto de inúmeras questões e obstáculos me aguardava. Naquele momento soube que o ar enchia meus pulmões por algum motivo. Não foi em vão que desenvolvi mais resistência, força e sabedoria - elas seriam necessárias fora da minha antiga zona de conforto.
Finalmente, percebi que meu caminho é solitário, independente de quantas vozes na minha cabeça possam me contar suas experiências, aconselhar-me ou proferir insultos e provocações. Depende de mim caminhar ou me deitar, inútil, acelerando os passos da morte em minha direção.
Naquele momento um sorriso brotou em meus lábios de rocha pela primeira vez em muitos anos. Meus músculos doíam. Finalmente sentia algo novo e, inesperadamente, bom. Descobri que sou livre.
Atualizando em 14/02/2015, porque né.
Atualizando em janeiro de 2018, porque né².
Desenhos da Emilly.
A disciplina de Estágio Obrigatório trouxe inúmeras novas experiências para a minha vida acadêmica. Se eu pudesse indexar uma trilha sonora, seria essa seleção abaixo, cada música para uma aula:
Track 01 - Also Sprach Zarathustra
Data: Quinta-feira, 28 de Abril
LINK: http://tinyurl.com/als0-sprach-zarathustra
Track 02 - Roger Waters - Confortably Numb
Data: Segunda-feira, 02 de Maio
LINK: http://tinyurl.com/c0mfortably-numb
Track 03 - Bad Religion - Delirium of Disorder
Data: Quinta-feira, 05 de Maio
LINK: http://tinyurl.com/delirium-0f-disorder
Track 04 - Pink Floyd - Sorrow
Data: Segunda-feira, 09 de Maio
LINK: http://tinyurl.com/s0rrow
Track 05 - Michael Jackson - They don't care about us
Data: Quinta-feira, 12 de Maio
LINK: http://tinyurl.com/they-d0nt-care-about-us

Track 06 - System of a Down - Aerials
Data: Segunda-feira, 16 de Maio
LINK: http://tinyurl.com/a3rials
Track 07 - Slipknot - Wait and Bleed
Data: Quinta-feira, 19 de Maio
LINK: http://tinyurl.com/w8-n-bleed
Track 08 - Marilyn Manson - Highway to Hell
Data: Segunda-feira, 23 de Maio
LINK: http://tinyurl.com/highway-t0-hell
Track 09 - Shakira - Waka Waka
Data: Quinta-feira, 26 de Maio
LINK: http://tinyurl.com/waka-wak4
Track 10 - Catano Veloso - Alegria Alegria
Data: Segunda-feira, 30 de Maio
LINK: http://tinyurl.com/alegri4-alegria
Track 11 - Eagles - Learn to be Still
Data: Quinta-feira, 02 de Junho
LINK: http://tinyurl.com/learn-to-be-still
Track 12 - Arturo Sandoval - Windmills of your Mind
Data: Quinta-feira, 09 de Junho
LINK: http://tinyurl.com/windmills-of-your-mind
Track 13 - Pink Floyd - Another Brick in the Wall
Data: Segunda-feira, 13 de Junho
LINK: http://tinyurl.com/an0ther-brick-in-the-wall
Marina brincava no canteiro dos seus pais. Ela começou a cultivar essa nova paixão há algum tempo. Antes vivia apenas para a igreja e a escola, mas criava vida em seu quintal no momento. Plantas, vegetais de toda sorte e tamanhos ocupavam suas tardes ensolaradas de verão. "Que cresça saudável e forte" orava por todo o lote, "Que o Senhor livre meu plantio do mal, do frio e da morte".
- Oras Rui, mal-educado, por acaso não sabeis que orar não é errado?
- Disso sei pequena tola, mas sabes pelo que oras?
- Sim sei, é por minha horta, para que não haja alforra.
- Que é isso?
- O que? Alforra?
- É, diga logo p...
- É doença! Doença de planta, que mata! E não quero que minha horta morra.
- E orar ajuda em que?
- Se não crê não pode entender. - não argumentar o irritava a valer.
- O que é crer?
- Acreditar sem provar.
- E porque pensas que não posso acreditar? Por ser lógico e são?
- Não! Porque já me disse que é ateu, e não cristão.
- Foi o que disse, mas, enfim... Sou um ateu mente-aberta. Se me mostrar que faz sentido e eu ver que está certa mudo minha opinião. Dou-te por bem entendedida e deixo de ser brincalhão.
- Será que vale a pena explicar pra você?
- Oras, tente, por que não?
Marina limpou os joelhos depois de se levantar do chão e, com ar sereno e alegre, decidida em ser breve começou a explicação:
- Escuta, há um Cara lá em cima olhando por todos nós. Criou os homens e plantas e tudo o que há na Terra, nos céus, no mar. De leste a oeste, do sul ao norte.
- Criou inclusive a morte?
- Sim.
- E a doença, a alforra, o frio e o mal de toda a sorte?
- É! Mas nós homens quem fazemos com que essas coisas aconteçam!
- E Ele, se quiser, não impede?
- Impede, mas não quer. Espera que nós façamos as coisas boas. Tanto o homem quanto a mulher.
- Mas sabe que não faremos...
- Mas fazemos!
- Nós sim! Mas, imaginemos: há tanta gente que não faz!
- Mas os outros são os outros! Temos que fazer nossa parte rapaz!
Rui gostava de argumentos e Marina, de birrentos.
- O que está plantando? - Rui recomeçou.
- Rúcula. - Marina revelou.
- Exemplificando: De que adianta você plantar e esperar, se Deus mandar nevar?
- É sinal que não era hora do plantio.
- Nossa, mas que Deus doentio!
- Mas Ele não vai mandar! E, se o fizer, temos com o que nos sustentar.
- Vocês sim mas, imagine, imagine por um só instante que sua família precisasse do fruto e viesse o inverno congelante. Morreriam todos de fome? Seria esse o destino de uma família de bem? Que coisa agoniante!
- Ele sabe o que faz. Se acontecesse, teria um motivo.
- Ah... Que argumento mais furtivo. À mim isso faz tanto sentido quanto orar às próprias frutas. É isso Marina! Coisas fajutas por fajutas, ore às rúculas!
- Rui! Oras ore às rúculas... Que coisa imbecil de se dizer. E rúcula nem é fruta!
- Imbecilidade é crer! Acreditar sem ter provas... Parvoíce chula!
- E você não acredita mesmo em Deus?
- Deus não existe! Pensar nesta hipótese é babaquisse!
- Hmm... E qual prova tens disso? - Rui corou - Que foi? Vai me dizer que é uma crendice?





























